As mudanças de nível são essenciais para o desempenho de diversas atividades e são definidas como movimentos do tronco ou dos membros inferiores, ou uma combinação de ambos, que abaixam ou elevam o centro de massa de uma pessoa.
Função Central e Necessidade em Tarefas Funcionais:
As mudanças de nível são necessárias para realizar muitas tarefas não locomotoras. Exemplos cruciais dessas tarefas funcionais incluem:
? Pegar objetos.
? Abaixar-se.
? Levantar-se do chão.
Mecanismos e Produção de Força
Para cumprir esse papel central, diversos mecanismos são utilizados:
1. Membros Inferiores: As mudanças de nível podem ser realizadas nos membros inferiores através de:
? O agachamento.
? A realização de um movimento de avanço (avanço/fenda).
? A flexão dos tornozelos, joelhos e quadris para subir ou descer de objetos.
2. Mecanismo Chave de Força: O principal método de produção de força da parte inferior do corpo é possibilitado pelo mecanismo de tríplice extensão. Este mecanismo envolve o tornozelo, o joelho e o quadril.
3. Tronco: O tronco também contribui para o deslocamento vertical do centro de massa ao flexionar ou estender a coluna vertebral.
4. Combinação: Na maioria das vezes, as mudanças de nível funcionais são realizadas utilizando uma combinação de flexão do tronco e dos membros inferiores. Exemplos de quando essa combinação é usada incluem:
? O voleio baixo no tênis.
? O suplex na luta livre.
? Levantar-se após uma queda.
Papel da Gravidade e Controle Muscular
É fundamental notar que, ao abaixar durante uma mudança de nível (flexão total do corpo), a gravidade, e não a cadeia flexora do sistema muscular, é a responsável. A cadeia extensora é quem controla a velocidade e o grau de flexão na função. Consequentemente, as lesões decorrentes de mudanças de nível geralmente ocorrem nas estruturas posteriores do corpo, como o tendão do calcâneo, os posteriores da coxa e a região lombar da coluna vertebral.